sexta-feira, 1 de abril de 2011

A realidade do mundo social


Vivemos dias em que a utilização do homem como centro de todas as atividades vitais para um bom funcionamento do mundo, está cada vez mais distante. O homem vem sido sutilmente substituído pelas máquinas, desenvolvidas por eles.

O mundo, com a globalização tecnológica dos últimos anos, vem dando saltos cada vez mais a frente. O passado é o lugar onde tudo era mais “difícil” de se fazer. Hoje podemos até substituir uma atividade física normalmente feita em ginásios, e optar por executá-la em frente a uma tela de LCD, na comodidade de nosso lar, com a ajuda de um material para esse fim.

A sociedade atual tem vivido cada vez mais dependente da tecnologia. A cada passo que damos numa rua qualquer de numa cidade, seja ela grande ou pequena, está lá a realidade da atulalidade, seja estampada em um outdoor digital, seja nas pessoas que caminham com seus telemóveis, em algumas outras tantas com seus MP3, MP4…outras sentadas nos bancos da praça com seus portáteis com tecnologia WI-FI, Wireless, ou então com o tablet, já que agora até a leitura de jornal, livro e revista está mais moderna com a utilização desse meio tecnológico.

Amigos presenciais? Quem precisa deles? Agora com a febre das redes sociais, temos infinitas oportunidades de conhecer pessoas novas, e nem precisamos nos envolver com elas. As salas de bate-papo é o ponto de encontro! E se algum amigo precisa de algo, um remédio por estar doente, vamos as compras online, enviamos o remédio para a morada, pagamos com visa.

A sociedade está cada vez mais restrita as redes e a toda essa tecnologia que ajudamos a aumentar a cada dia, o que para mim é muito preocupante. O que parece fácil e vital para alguns, pode ser uma arma apontada para a cabeça, pronta para disparar no primeiro ENTER. Os valores estão se perdendo, a frieza humana cresce a cada dia, o que antes parecia uma evolução, para mim significa o declínio de uma geração.

Na verdade acordar e ligar o televisor, se torna uma rotina não muito satisfatória, pois o que vem dali não me agrada, quero emergir e tentar imaginar um lugar onde tudo isto não esteja acontecendo, tento todos os dias não continuar a afundar nesse mundo que parece cada vez mais perdido. Vemos pais contra filhos, filhos contra pais, catástrofes umas atrás das outras, fome por várias parte do mundo, guerras e rumores de guerras, crises económicas, as pessoas se respeitam cada vez menos, a indiferença da humanidade só cresce…o caos está instalado!

Fazemos parte de um povo conformado ou inconformado com este século? Aliás, quem somos ultimamente, no que nos tornamos com tantas influências, de todas as partes e em todas as direções?

O que parece justo para uns não é o mesmo para outros, o conceito de moralidade se difere, crescemos cada um em seu meio, com regras que nos foi ensinadas, temos carácter diferentes uns dos outros e possuímos uma personalidade única, já de nascença somos diferentes, mas por favor, nunca se deve esquecer que ser diferente é sinónimo de exclusão dessa massa, onde se segue conceitos hipócritas e conceitos já formados do que é certo e errado segundo o ponto de vista de uma maioria.

Se eu pudesse criar conceitos para uma sociedade ideal, me colocaria primeiramente por um momento no lugar das pessoas, viveria o seu cotidiano, tentaria entender seus problemas e tentaria não dar respostas complexas, com um português muito bem afinado, até porque sou muita falha nele. Tentaria ser simples e clara, para que eu pudesse ser compreendida. Mas isso exigiria de mim uma sabedoria incomum para ajudar o povo, exigiria, empenho, dedicação e muito amor.

Erro é pensar que a solução está em medidas que nem sempre entendemos, a solução por vezes está nas coisas mais simples. Eu idealizo uma sociedade onde o simples fosse a prioridade (hoje em dia o simples é banal). Queria que o amor ao próximo fosse visto não como uma atitude religiosa, mas como algo real e não uma raridade, onde o senso de justiça fosse algo normal de se encontrar nas pessoas. Queria uma sociedade onde cada um conseguisse viver com suas diferenças, onde as pessoas apontassem menos uns aos outros, até porque ninguém é perfeito. Uma sociedade com uma visão inovadora de unidade, onde todos pudessem se unir para um propósito comum a todos, quando o sentido fosse de melhorias. Queria que o egocentrismo existente nas pessoas fosse considerado uma doença tratada a base de choque de realidade, onde as pessoas possuidoras fossem obrigadas a viver a vida além do EU.

A sociedade ideal na realidade não existe porque somos o que somos, pessoas normais, que na maior parte das vezes vivem para si mesmas, para seus próprios fins e abjetivos, e esquecemos do que e de quem nos redeia, do que fomos criados e que pouco valorizamos o verdadeiro valor e sentido da vida.

Gabrielle Gutierres

3 comentários:

Bergilde Croce disse...

Sua reflexão é interessante.Particularmente uso um socialnetwork como meio para contactar amigos e parentes distantes fisicamente e que de outras formas seria bem mais custoso estabelecermos esse contato.Mas,concordo que nada é mais gratificante que um abraço sentido com o calor da pele e não apenas com palavras.
Bergilde

Gabi disse...

Olá bergilde! Coloquei esse post que foi um trabalho que fiz na faculdade sobre sociedade utópica. E as principais abordagens eram as novas tecnologias, exclusão social e utopia social. Tentei expor meu ponto de vista. A verdade é que diante dos estudos e do material que nosso professor nos deu, pode-se ver o lado bom e o lado ruim disso tudo. Claro que o lado bom seria o de usarmos as redes e as novas tecnologias para um bem necessário (eu mesma uso muito), mas infelizmente principalmente as crianças e jovens, já tornam isso prioridade, trocando um dia ao ar livre, a andarem de bicileta, a convivência, para estar diante de um PC. Lamentável, mas é um estatísca que me assustoou, e eu mesma estava alheia a isso tudo. Bjs

Gabriela Eugenio (Pretta) disse...

Obrigada pela visita Florr.. estou te seguindo tb!! Bjuss e adorei o post!! :)